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05/06/2018
Professor Ian Fraser conversa sobre representatividade e preconceito com alunos do 5º ano

O professor Ian Fraser, autor de Araruama - O livro das sementes, esteve na turma do 5º ano para um bate-papo sobre representatividade e quebra de preconceitos. Com o objetivo de ampliar a visão de mundo das crianças, Ian abordou o tema partindo de suas pesquisas para escrever Araruama, quando ele leu e estudou bastante sobre os povos indígenas que viveram no Brasil e na América Central.
 
 
“Minhas pesquisas não me fazem ocupar o lugar de falar sobre os povos indígenas, como conhecedor. Elas me deixaram confortável e preparado para escrever sobre o tema sem ofender, homenageando a mitologia, a religião, o modo de viver e a identidade desses povos”, ressaltou Ian.
 
A ideia do encontro com Ian surgiu a partir do conteúdo discutido em sala de aula. “Estamos estudando a relação entre os diferentes povos do mundo ocidental e suas contribuições na formação do povo brasileiro. A presença de Ian é mais uma situação didática planejada para ampliar o repertório dos alunos, para que não fiquem restritos aos livros didáticos e possam se servir de outras fontes com o objetivo de construir uma análise crítica”, explicou a tutora da turma, Melina Endraos. 
 
 
Nas discussões com a professora Melina, o respeito ao próximo, independente das diferenças, é uma questão sempre presente. “A gente não deve olhar para o diferente como algo inferior. Discutimos o conceito do que é povo primitivo e a visão errada que o primitivo é menos evoluído e menos civilizado. A civilização asteca, por exemplo, construiu aquedutos, palácios, templos e sistemas de irrigação sofisticadíssimos. Como podemos dizer que um povo assim não é evoluído?!”, destacou a professora.
 
Representatividade - Ian deu início ao bate-papo destacando o conceito de representatividade. Um médico obstetra, por exemplo, pode saber muito sobre gravidez, mas ele nunca passou pela experiência de uma mulher grávida, logo, ele não sabe tudo sobre o assunto.
 
Explorando a literatura, o professor e escritor contou sobre a tendência atual de se sentir representado nos livros e em outras obras culturais. “Trabalhei e estudei muito para escrever Araruama e atingir 200% do investimento necessário para lançar o livro. Mas, tenho fé que a temática da obra, voltada para a questão da identidade brasileira, contribuiu bastante para os bons resultados”, pontuou.
 
 
Povos e nações - O bate-papo foi repleto de curiosidades. Ian contou muitas das descobertas que fez em seus estudos e os alunos também compartilharam com ele tudo que vêm aprendendo em suas pesquisas. “Os povos indígenas não gostam de ser chamados de índios. Essa palavra uniformiza algo que é muito plural. Também não gostam do termo ‘tribo’. Eles preferem ser chamados de povos e nações”, disse Ian.
 
Ele também falou sobre o preconceito que as nações do Brasil sofrem em relação aos povos europeus. “Tem gente que diz que nossos povos eram atrasados tecnologicamente, mas não eram. Eles apenas tinham necessidades diferentes. Os povos europeus tinham que lidar com o frio, enquanto as condições climáticas aqui era bem diferentes”, lembrou.
 
Visite nossas redes sociais e veja mais fotos. Os registros foram feitos pela professora Melina Endraos.

 



 
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