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13/06/2018
Pais do EF II debatem adolescência com psicólogo convidado pelo NAP

“Meu filho virou adolescente, e agora?”. Este foi o principal tema discutido pelo psicólogo Adriano Cysneiros e os pais do Ensino Fundamental II num encontro realizado aqui no colégio. A partir desse questionamento, as famílias, junto com as psicólogas do Núcleo de Atuação Psicopedagógica (NAP), Marcela Gontijo e Bianca Becker, e Adriano, levantaram reflexões sobre diferentes assuntos que envolvem a relação entre pais e filhos adolescentes.
 
 
Adriano lembrou que a adolescência é um fenômeno recente e típico dos seres humanos. “A adolescência foi inventada junto com as escolas, quando os jovens foram organizados em grupos”, afirmou. Ele ainda perguntou: “Se todos nós fomos adolescentes, por que o susto quando nossos filhos chegam a essa fase?”. Os pais, então, ressaltaram que o cenário atual é diferente do passado. Além disso, pontuaram que a adolescência é uma fase de grandes transições, e os jovens não estão preparados para tantas mudanças.
 
O psicólogo destacou que, para cuidar e orientar bem o adolescente é necessário, antes de tudo, que os pais estejam presentes. “Toda vez que a gente começa a falar de adolescência, a gente acaba falando de pais. O ‘poder’ dos pais sobre os filhos é proporcional ao vínculo que eles têm com as crianças, que estão se tornando adolescentes”, pontuou Adriano.
 
 
Ele lembrou que a tecnologia, que muitos pais apontam como vilã do relacionamento com os filhos, deve ser usada a favor. “A tecnologia é um instrumento. O que vai definir se é boa ou má, é o uso que você faz dela”, disse. Adriano afirmou que os pais trabalham cada dia mais, inclusive em casa, o que os afasta das crianças. Disse, ainda, que existem pais que passam muito tempo longe dos filhos, mas conseguem estar mais presente do que pais que estão em casa todos os dias.
 
Para finalizar, o psicólogo pontuou que é importante passar tempo de qualidade com os filhos. “Mesmo que eles não queiram, é importante que você esteja disponível. E, quando estiver com seu filho, esteja totalmente presente”, afirmou. Ele também destacou o respeito às diferenças e ao que o jovem é e gosta. “Muitos vezes, os pais desrespeitam seus filhos usando a falácia do amor. Talvez, a maior expressão do amor seja o respeito”, concluiu.

 



 
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