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17/07/2020
Negociação é palavra-chave para equilibrar uso de tecnologia pelos jovens

Com a pandemia do novo coronavírus, nosso tempo em frente às telas de computadores, tablets e smartphones, que já era grande, aumentou ainda mais. Para os jovens, que têm usado as tecnologias para dar sequência às aulas e atividades escolares, se divertir e manter contato com os amigos, as telas se tornaram muito mais presentes no dia a dia. Aí surge a preocupação dos pais: meu filho passa muito tempo nas telas? Esse comportamento é saudável? Devo colocar limites ou deixá-lo à vontade? Para debater o assunto, a psicóloga Bianca Becker, integrante do Núcleo de Atuação Psicopedagógica do Anglo (NAP), participou de mais uma edição virtual do Café e Prosa. 
 
 
Bianca destacou que a geração atual de crianças e adolescentes vive num mundo bem diferente daquele em que os adultos de hoje cresceram. Elas têm mais acesso à informação, a dispositivos eletrônicos, a tecnologias com as quais os pais nem sonhavam. Por isso, é normal que os hábitos e costumes desses jovens sejam bem diferentes e que, nem sempre, os pais saibam lidar. 
 
Ela também pontuou que ainda não há dados suficientes para dizer se o amplo uso das tecnologias digitais é mais positivo ou negativo, mas já se pode perceber que há vantagens e desvantagens. Se, por um lado, o contato com a natureza e com brincadeiras simples diminuiu, outras possibilidades surgiram, como o ensino remoto e a manutenção de ritos sociais de interação, mesmo nesse momento de distanciamento físico. 
 
 
Os pais participaram fazendo perguntas e compartilhando as experiências de cada família. A mãe Marilda Ferri tem observado vantagens e desvantagens no uso da tecnologia. Ela contou que há momentos em que sua filha se sente cansada devido ao tempo em frente à tela durante as aulas, mas, mesmo assim, tem se esforçado para manter contato com os colegas de turma além do período da aula. “Ela e algumas colegas criaram um mecanismo para lidar com a distância usando a tecnologia. Depois das aulas, elas continuam na internet e têm feito trabalhos e atividades juntas. É uma forma de estarem juntas, então isso tem sido positivo”, afirmou.
 
“Qual o limite para a gente entender se as tecnologias estão sendo boas ou ruins?”, questionou Bianca. De acordo com a psicóloga, é importante observar os sinais e analisar a rotina de cada família para estabelecer o uso equilibrado. O que os pais consideram uso abusivo é feito para manter contato com os amigos? A família tem conseguido impor limites, sustentando o “não”? O que tem sido feito em casa para promover os ritos sociais entre os filhos e seus amigos e, além disso, permitir bons momentos em família? “A sensação de pertencimento a um grupo é muito acolhedora”, pontuou Bianca.
 
Ela também ressaltou que cabe aos pais regular o tempo que os jovens passam em cada atividade. “Nosso papel como pais e mães é o tempo inteiro mostrar para os filhos que estamos num mundo social que é regido por regras e horários. Tem tempo para jogar, tem tempo para dormir e tem tempo máximo para usar tecnologias. E esse tempo vocês vão determinar através de acordos familiares que todos precisam respeitar”, concluiu.

 



 
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