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19/08/2020
Moda e sustentabilidade: Turma de Inglês entrevista a ex-aluna e empreendedora Juliana Ferreira

Você sabe o que é Fashion Footprint? O termo em inglês significa “pegada ecológica” e está relacionado à cadeia de produção de todas as peças do nosso guarda-roupa e como elas impactam o meio ambiente. Fashion Footprint também é o tema amplamente estudado pela turma de Inglês do 9º ano da professora Simone Galvão nesta unidade. Uma das atividades realizadas aconteceu nesta terça, 18: dialogando totalmente em Inglês, os alunos entrevistaram Juliana Ferreira, ex-aluna Anglo, empresária e criadora da marca de roupas Isolda, que tem a sustentabilidade como um de seus pilares.
 
 
“Ao longo da unidade, os alunos estão conhecendo projetos e pessoas que trazem à tona a importância da sustentabilidade no âmbito da moda e o aparecimento de um novo consumidor, mais consciente e preocupado com o impacto das suas escolhas no meio ambiente”, explicou Simone. Juliana é uma dessas pessoas conscientes. A Isolda é uma marca criada por Juliana, sua irmã e uma amiga de infância, quando todas viviam em Londres. Na capital inglesa, elas sentiam falta do calor, das cores, das pessoas e da cultura do Brasil. Para se sentir um pouco mais perto do país onde nasceram e cresceram, elas começaram a produzir peças inspiradas em tudo que temos aqui. “No início, criamos joias usando pedras preciosas brasileiras. Depois, surgiu a primeira coleção de roupas coloridas e vibrantes, inspiradas na Amazônia, e usando apenas tecidos naturais, como a seda, o algodão e o linho”, contou Juliana.
 
 
Luma Tavares perguntou a Juliana quais foram as principais dificuldades para conseguir lugar no mercado. Hoje, a Isolda comercializa suas peças tanto no Brasil quanto no exterior, mas conquistar espaço não foi simples. “Você tem que ser apaixonado pelo que faz porque você vai trabalhar muito”, comentou Juliana. Ela ressaltou que um dos pontos críticos do negócio é precificar os produtos concorrendo com as lojas fast-fashion, ou lojas de departamento, que produzem peças de menor qualidade em grande escala e com preços mais baixos. “A gente cria um produto com melhor qualidade, mas as pessoas não estão dispostas a pagar pelo melhor. Muitos criticam as fast-fashion, mas continuam comprando delas”, afirmou.
 
Luís Senna quis saber sobre os impactos provocados pela pandemia nos negócios da marca. A pandemia impulsionou as vendas online. Por outro lado, eventos do setor da moda foram adiados e o lançamento de uma grande colaboração da Isolda com uma marca de cosméticos precisou ser adaptado para o formato digital. Além disso, houve mudança na produção. “Nosso foco sempre foi roupas de festa ou de passeio. Com as pessoas passando mais tempo em casa, tivemos que pensar no que os clientes comprariam. Então, aproveitando sobras de tecido que tínhamos e ainda não sabíamos como usar, fizemos aventais, porque as pessoas estavam cozinhando mais, e pijamas bem confortáveis. Ainda com as sobras, decidimos produzir máscaras e doar uma para instituições toda vez que alguém comprava quatro peças”, disse. 
 
 
Questionada por João Dória sobre os objetivos futuros da marca, Juliana foi enfática: “sobreviver!”. Ela reconhece que o mercado de moda é bastante complicado e contou que, nos últimos meses, viu lojas fechando e dispensando funcionários. Muito além do lucro, a Isolda busca oferecer opções sustentáveis para as pessoas e demonstra responsabilidade social com a comunidade ao seu redor e com seus funcionários. “Acho importante impactar e influenciar positivamente, mesmo que no nosso microcosmo. Nosso objetivo é criar um futuro melhor, mais sustentável, ‘from Farm-to-closet’*, para a natureza, para os clientes e para todo mundo”, concluiu.
 
Mais sobre o projeto - A entrevista com Juliana foi apenas uma das atividades realizadas nas aulas de Inglês. “Ao longo da unidade, lemos histórias de empresários da moda que se preocupam com sustentabilidade, e outros que ainda não se importam com isso, vimos vídeos que mostram o uso de materiais naturais e sintéticos na produção de roupas, os impactos no meio ambiente, tentamos entender toda a cadeia de produção de uma peça de roupa e fizemos várias atividades para estimular a reflexão sobre consumo, moda e sustentabilidade”, explicou Simone.
 
A partir de tudo que foi estudado, a turma vai preparar apresentações em diversos formatos que poderão estender a discussão e a reflexão sobre o tema para toda a comunidade escolar. Teremos panfletos, uma coleção de peças sustentáveis e textos informativos sobre como podemos reduzir nosso Fashion Footprint.
 
*“Da Fazenda para o Armário” na tradução literal. Movimento que busca conscientizar os consumidores para a importância de utilizar roupas feitas com tecidos naturais, sem utilização de processos industriais, como a aplicação de compostos sintéticos, e priorizando produtores locais. 

 



 
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