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03/11/2017
Equipe do Anglo debate gênero e sexualidade em bate-papo com psicanalista e psicólogo

Identidade de gênero, expressão de gênero, sexo biológico e orientação sexual. Na teoria, os conceitos são simples. Mas, na prática, podem se tornar complexos por causa da falta de conhecimento sobre o tema. Foi para discutir o assunto “Questões de gênero e sexualidade” que toda a equipe de professores e colaboradores do Anglo recebeu o psicanalista Marcelo Veras e o psicólogo Gilmaro Nogueira. O encontro foi promovido pelo Núcleo de Atuação Psicopedagógica do Anglo (NAP).
 
 
A identidade de gênero é como a pessoa se considera (mulher, homem ou genderqueer); a expressão do gênero está relacionada ao modo como você se expressa, através das formas como se veste, comporta e interage (feminina, masculina ou andrógina); o sexo biológico tem a ver com os órgãos genitais que você possui (mulher, homem ou intersex); já a orientação sexual reflete por quem você se atrai fisicamente, espiritualmente e emocionalmente (heterossexual, homossexual ou bissexual). 
 
 
Gilmaro explicou que essa tentativa de classificação do ser humano é apenas didática porque a realidade extrapola. “A vida não é dividida em três categorias. Entre um e outro há muita coisa”, disse. De forma mais abrangente, o termo “transgênero” é usado para todos aqueles cuja identidade de gênero não corresponde ao sexo biológico. Já o termo “cisgênero” é usado para as pessoas cuja identidade de gênero coincide com o sexo biológico. 
 
O psicólogo destacou que a transgeneridade é considerada uma doença mental e, por isso, o transgênero precisa enfrentar diferentes obstáculos diariamente. “A transgeneridade ainda é considerada um transtorno de sexualidade. Por isso, a pessoa trans não tem autonomia sobre seu corpo. Qualquer um de nós é livre para colocar uma prótese de silicone, tomar hormônio ou trocar de nome. A pessoa trans só pode passar por esses procedimentos de tiver um laudo psicológico atestando que ela não é louca”, pontuou Gilmaro.
 
 
A fala do psicanalista Marcelo Veras foi focada nas questões de gênero na adolescência. Ele falou sobre sua experiência na Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde foi convidado para lidar com o sofrimento psiquíco de uma comunidade que envolve cerca de 55 mil pessoas, entre alunos, professores e colaboradores. “O que a gente tem percebido é que os maiores problemas vêm da aceitação do diferente. A UFBA de anos atrás era uma instituição elitista. Com o sistema de cotas, isso tem mudado muito”, afirmou.
 
Nas escolas, o contexto é parecido. “Uma coisa é a decisão do colégio de ser plural, outra coisa é o discurso dos alunos”, disse Marcelo, enfatizando que o grande desafio é conviver com ideias extremamente diferentes dos alunos que, na maioria das vezes, estão atreladas ao contexto familiar do jovem.
 
No final do encontro, os convidados ressaltaram que o importante, independente das questões de gênero, é tratar todos com respeito. Dessa forma, as pessoas se sentirão à vontade com suas próprias escolhas e livres para se expressar da maneira que realmente são.

 



 
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