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29/06/2020
2º e 3º EM discutem racismo em fórum online com participação de pesquisadoras dos EUA

“Numa sociedade racista, não basta não ser racista, é preciso ser antirracista”. Ao fazer essa afirmação, a professora e filósofa Angela Davis mostrou que as questões étnico-raciais devem estar sempre em discussão e que todo mundo deve agir e buscar soluções para que a sociedade seja mais justa. Para contribuir com o debate, o Departamento de Ciências Humanas promoveu um fórum on-line, via Zoom, entre professores, alunos do 2º e 3º ano do Ensino Médio e convidados internacionais.
 
Nossas convidadas foram as professoras e pesquisadoras americanas Suzzane Lynch e Kathleen King. O tema principal foi o que aconteceu com a população negra e seus descendentes nos EUA e no Brasil das respectivas abolições da escravatura até os dias atuais. O grupo conversou sobre a história dos dois países, racismo, compartilhou suas impressões e experiências, e debateu obras que abordam questões raciais, como o livro "Lugar de Fala", de Djamila Ribeiro, e o filme "Get out", de Jordan Peele.
 
“O Brasil teve um processo de formação todo centrado num modo de produção escravista. Então, toda nossa consciência social e formação histórica foi forjada dentro dessa estrutura escravista, que durou quase toda nossa história. No processo de abolição, a população negra nos EUA foi segregada; já no Brasil, não houve qualquer tipo de reparação e o negro foi apagado da história”, pontuou a coordenadora do Departamento de Ciências Humanas, professora Ana Paula de Camargo.
 
A aluna Yasmin Figueiredo falou sobre a questão do embranquecimento no Brasil e a negação do racismo. “No Brasil, ter características negras chega a ser pejorativo. Esse racismo, que é estrutural, afeta muito a vida das pessoas”, afirmou. Para o professor de Sociologia e Filosofia, o racismo no Brasil existe e está explícito. “Nosso racismo é escancarado, não é velado. Como pode uma sociedade com um racismo sutil criar uma lei contra o racismo?”, refletiu.
 
Além de debater sobre o que estudaram em obras acadêmicas, e viram em filmes e séries, o grupo também compartilhou experiências que vivenciaram como testemunhas ou personagens na família, na escola, entre os amigos. Eles também destacaram a importância da autoaceitação e da representatividade para que, juntos, possamos construir uma sociedade onde haja respeito e oportunidades para todos.

 



 
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